O Plenário do Senado aprovou a indicação do diplomata João Batista do Nascimento Magalhães para assumir o cargo de embaixador do Brasil no Sultanato de Omã. A votação ocorreu na quarta-feira (20). A Mensagem Presidencial (MSF 14/2026) recebeu parecer favorável da relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), obtendo 39 votos favoráveis e apenas 1 contrário.
Nascido em São Paulo em 1963 e graduado em direito pela Universidade de São Paulo (USP), João Batista do Nascimento Magalhães possui uma trajetória consolidada no serviço exterior. Ao longo de sua carreira diplomática, o novo embaixador desempenhou funções de destaque no cenário internacional e nos poderes nacionais, servindo como segundo e primeiro-secretário em Washington (2005-2009), primeiro-secretário em Assunção (2009-2010), chefe da Assessoria Internacional do Supremo Tribunal Federal (STF) (2010-2012), além de cônsul-geral adjunto em Frankfurt (2014-2018) e conselheiro e ministro-conselheiro na Embaixada em Pequim, cargo que ocupava desde 2018.
Relações comerciais estratégicas
O Brasil e Omã estabeleceram laços diplomáticos em 1974, consolidando a cooperação com a abertura da embaixada brasileira residente na capital Mascate, em 2008. Atualmente, o Brasil se posiciona como o principal parceiro comercial de Omã em toda a América Latina.
O fortalecimento e a intensificação do comércio bilateral ganharam forte tração a partir do ano 2000, quando o fluxo de troca entre as nações saltou de US$ 27 milhões para expressivos US$ 2,2 bilhões registrados em 2021.
A pauta de exportações brasileiras para o país árabe é fortemente concentrada no setor de mineração e no agronegócio: o minério de ferro lidera com 73% do total enviado, seguido por carnes de aves (15%), açúcar (5%) e produtos residuais de petróleo (2%). Por outro lado, o Brasil é um importante comprador do mercado omanense no setor de insumos, importando majoritariamente fertilizantes — fundamentais para a produtividade da agricultura nacional —, que representam 57% das compras brasileiras, além de óleos combustíveis de petróleo (38%).




