ATUAÇÃO

Novas empresas e um novo futuro para o Mato Grosso do Sul

Durante sua gestão na Secretaria de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul (Seprotur), nos últimos sete anos, Tereza Cristina deixou um saldo bastante positivo na atração de indústrias para o Estado. Em dezembro do ano passado foi concedida a licença prévia para o início do processo de instalação da empresa chinesa BBCA no município de Maracaju. O grupo chinês é o maior produtor de ácido cítrico, usado como conservante em todos os alimentos, e pretende processar 1,250 milhão de toneladas de milho anualmente no Mato Grosso do Sul, além de gerar 60 mil kw/h de energia por meio de cogeração. “Foram quatro anos de viagens, visitas e negociações. Essa é uma empresa genuinamente estrangeira que batalhamos bastante pela sua instalação aqui em Mato Grosso do Sul”, afirma Tereza.

 

O trabalho de atração de empresas como a BBCA sempre esteve na pauta de prioridades da atual administração do Estado. Tereza relata que desde que assumiu o comando de uma das mais importantes pastas do Estado teve a missão de promover essa mudança. “Sabíamos que se o Estado ficasse apenas na venda de produtor primários, não obteríamos nenhum tipo de benefício. Era preciso agregar valor aos nossos produtos”, explicou.

 

O resultado de sete anos de trabalho já é visto e sentido em todos os segmentos da indústria, gerando mais empregos e renda para a população e uma diversificação antes nunca vista. Isso é fruto de um período de visitas a grupos empresariais e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), incluindo entrevistas, missões internacionais, visitas a Consulados e as Câmaras Comerciais das Embaixadas do Japão, China, Itália, Portugal e Espanha, além de muitas outras ações para chegar a um denominador comum.

 

O processo de mudança de Mato Grosso do Sul começou com a industrialização dos produtos produzidos aqui mesmo, como a carne desossada, suínos e farelos. “Quando assumimos a Seprotur, no início da administração do governador André Puccinelli, a Fibria estava em construção, assim como a International Paper. O nosso desafio foi desenvolver um plano estadual de florestas para sabermos até onde queríamos chegar”, destacou Tereza.

 

Nesse processo todo Mato Grosso do Sul recebeu também investimentos em plantio de eucalipto, o que acabou gerando o interesse de novas empresas pelo Estado, iniciando um segmento que ainda tem muito a crescer. “Outras duas empresas nesse mesmo ramo ainda estão a caminho do Estado. Os estudos já começaram a ser feitos e acreditamos muito do nosso potencial de crescimento”, revela Tereza.

 

Com a mudança na economia do Estado, está ocorrendo um fenômeno de crescimento acima da média nacional. Para que se pudesse incentivar todo o potencial industrial do Mato Grosso do Sul, foi estudado as características dos municípios e das regiões. Com isso, mais de 2.600 indústrias de diversos ramos chegaram ao Estado. Essa diversificação é muito importante para o crescimento do Estado, proporcionando novas aberturas de mercado. “Em um curto espaço de tempo vai ser possível ver também o setor de seringueira deslanchar. O primeiro passo já foi dado e os resultados já podem ser visto no polo do município de Cassilândia. Isso é muito bom porque com a seringueira vem o desenvolvimento de outros setores como viveiros de mudas, indústrias de transformação, construção de casas e até indústrias de produtos de latex e pneus poderão vir para o MS”, explicou Tereza.

 

Em sete anos um setor que pode ter o crescimento inquestionável é o sucroenergético. Em 2007 eram onze pequenas indústrias e hoje elas já somam 25 instaladas, com 22 delas em pleno funcionamento com capacidade de produção três vezes maior que no início da atual administração. Esse foi um dos setores que vislumbrou-se como garantia de desenvolvimento para o interior do Estado. No início era só etanol, açúcar e álcool. Hoje muitas das novas usinas já atingiram a meta de cogeração de energia, gerando energia suficiente para abastecer todas as residências do Mato Grosso do Sul.

 

Aliás, energia sempre foi assunto sério para Tereza, uma vez que é impossível falar em atração de novas indústrias sem a capacidade de atendimento energético desses empreendimentos. O governador André Puccinelli, junto com a ex-secretária Tereza, conseguiu a inclusão de Mato Grosso do Sul em grandes projetos de investimentos federais. Um deles - os linhões - possibilita a distribuição da energia gerada por todo o Estado e a exportação do excedente para fora do Estado. Esse foi um ponto fundamental no desenvolvimento do Mato Grosso do Sul, pois não adiantava atrairmos empresas e não ter como atende-las.

 

Para atrair indústrias para o Mato Grosso do Sul foi preciso garantir infraestrutura para atender essas novas empresas que aqui vieram se instalar. Todos os municípios do Estado ganharam ligação asfáltica com a capital, Campo Grande, e foram construídas pontes e trevos para garantir a logística de escoamento da produção. “Todo empresário quando vem para o nosso Estado faz uma avaliação bem simples dos benefícios versus a logística oferecida para ver se o resultado ainda garante competitividade ao seu produto”, explica a ex-secretária. Benefícios foram concedidos através do Fórum Deliberativo do MS Indústria (antigo CDI), instância responsável por estabelecer as políticas de desenvolvimento industrial e de fixar as normas para concessão de benefícios fiscais a empresas interessadas na instalação e expansão em Mato Grosso do Sul.

 

Outro desafio foi vencer a escassez de mão de obra, problema que surgiu com o crescimento do setor. Parcerias foram estabelecidas para capacitar e atrair trabalhadores para as regiões que mais crescem no Estado.

 

Para Tereza Cristina muito foi feito ao longo desse período e ainda há muito que se fazer. ”Esse foi um período em que muitos projetos, iniciados no início da atual administração, foram concretizados. Avançamos em todos os setores. Demos um salto e colocamos Mato Grosso do Sul dentro de um mercado competitivo nacional. Me sinto realizada por poder fazer parte desse processo que transformou o nosso Estado. Agora como deputada federal quero continuar esse trabalho que tanto me orgulha. Tenho conhecimento em Brasília, conheço os caminhos para atrair investimentos para o nosso Estado. E, se a população do meu Estado, me der essa oportunidade vou continuar trabalhando arduamente para fazer de Mato Grosso do Sul um estado cada vez melhor para se viver”, finaliza Tereza.