ATUAÇÃO

Artigo: Um salto rumo ao desenvolvimento de MS

Quando aceitamos o desafio de conduzir a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), estávamos certos de que atravessaríamos um verdadeiro divisor de águas. E passados sete anos do início deste trabalho, indicadores econômicos e sociais já comprovam a consolidação de alguns alicerces basilares de nossa economia.

Para a reconstrução destes motores que impulsionaram nossa jornada, o governo deu início a execução de inúmeras ações estruturantes, que também contaram com a participação de todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, trazendo benefício, diretos e indiretos, a praticamente todos os nossos 2,5 milhões de habitantes. E prova inequívoca desta ação, pode ser mensurada pelo avanço positivo no Índice de Desenvolvimento Humano e Social (IDHS), estando entre os 10 melhores do país, também tem resgatado o ânimo e autoestima de nossa gente.

As perspectivas positivas dadas por grandes investidores, economistas, fundos internacionais e grupos empreendedores que neste período efetivaram aportes diretos em projetos industriais e empresarias, inquestionavelmente, demonstram a superação de tormentas e corredeiras traiçoeiras. E este cenário positivo, avalizado sistematicamente no decorrer deste período por inúmeras agências de investimentos, confirma que estamos caminhando em um ciclo virtuoso de crescimento, o que nos posiciona entre as regiões mais promissoras do mundo, e com excelentes taxas de crescimento.

Esta conquista, também foi fomentada por inúmeras ações pioneiras do governo do Estado, muitas delas executadas por meio da Seprotur, como a adoção de uma Zona de Alta Vigilância Sanitária (ZAV), inédita até então em todo o mundo e que visava potencializar e fortalecer a verticalização industrial, gerando segurança sanitária. A iniciativa, além de demonstrar aos investidores que há compromisso público de curto, médio e longo prazo por parte do governo, hoje serve de modelo para a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Outra prova do completo êxito deste processo foi a instalação de uma das maiores e mais sofisticadas plantas frigoríficas do mundo em Campo Grande, com capacidade total para o abate de até 3,5 mil bois dia. Há ainda a implantação de unidades das maiores empresas de celulose do mundo e a maior unidade de fertilizantes do Brasil. Toda a capacidade industrial, comercial e de serviços que se instalou em Mato Grosso do Sul gerou mais de 178 mil novos empregos diretos.

Desta forma, aliando gestão moderna e eficaz a uma sólida legislação para a concessão de incentivos, o Mato Grosso do Sul passa efetivamente a agregar valor aos principais produtos da agropecuária regional. Hoje, os setores de grãos, cana-de-açúcar, florestas e de carnes (bovinocultura, suinocultura, avicultura, ovinocultura e piscicultura) estão sendo adequados e estruturados com todo o apoio das câmaras setoriais ligadas a Seprotur, para que possam traçar seus objetivos. Um exemplo desta mobilização institucional é o Plano Estadual de Florestas (PEF), que até 2020 prevê investimentos públicos e privados da ordem de R$ 20 bilhões e a geração de 43 mil empregos direitos.

Ou seja, além de atrair novas indústrias capazes de absorver e beneficiar matérias-primas minerais, vegetais e animais que ampliarão a geração de empregos em todas as regiões, o governo dinamiza as instituições e organiza os setores produtivos. Estratégia que também foi adotada frente ao Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), que no Estado é conduzido pela Seprotur. Desta forma, pela primeira vez desde a criação do fundo, a contratação anual de recursos proporcionaram investimentos diretos em diversos municípios e setores produtivos.

No turismo, não foi diferente. Focado no fortalecimento das rotas, destinos e atrativos, o Estado se fez presente em inúmeras feiras nacionais e internacionais, além de dar início a importantes projetos de infraestrutura, como a construção da MS-178. Esta nova rodovia permite a integração dos roteiros existentes (Campo Grande-Bonito, Serra da Bodoquena e Pantanal) em um único pacote, o que atrai novos projetos e investimentos regionais.

Um dos grandes resultados foi a escolha de Bonito como Melhor Destino de Turismo Responsável do Mundo em 2.013. A votação foi feita durante a Feira Mundial de Turismo, que foi realizada em Londres (Inglaterra) e teve mais de mil concorrentes em oito categorias. Além de ser um destino de ecoturismo consolidado no Brasil.

Assim, neste momento que o nosso Estado completa 37 anos de criação, podemos observar um momento único, onde progresso e oportunidades dão alicerce e sustentação ao desenvolvimento social e econômico pleno. Este esforço que conta com o apoio decisivo dos setores produtivos e empresariais, confecciona, verdadeiramente, um novo Mato Grosso do Sul, coeso, fraterno e empreendedor.