ATUAÇÃO

Artigo: Muita gente lutou pelo direito de votar, exerça com sabedoria

O voto é a forma mais democrática de exercer a sua cidadania e contribuir para uma sociedade mais justa para todos. É com ele que, de dois em dois anos, você escolhe pessoas para te representar nas esferas municipais, estaduais e federal. Estas pessoas são escolhidas pelos brasileiros para que possam pensar, entender e executar ações que possibilitem a melhora da qualidade de vida de toda a comunidade.

 

O eleitor, a partir de 1.985, com o fim da ditadura militar, passou a ser o principal responsável por eleger seus representantes. De acordo com Código Eleitoral, qualquer pessoa em dia com plenos direitos civis e políticos, está apta para se colocar a disposição para ser eleito democraticamente um representante da população.

 

Sempre que um pleito eleitoral se forma, cresce o movimento errôneo de que anular o voto irá resolver todos os problemas do país. O eleitor precisa saber que os candidatos a uma vaga aos cargos legislativos – Câmara Federal, Senado Federal, Assembleia Legislativa e Câmara Municipal – ou aos cargos executivos – prefeito municipal, governador estadual ou presidente da república – são eleitos com a contagem dos votos válidos, ou seja, com a exclusão dos votos em branco e dos votos nulos.

 

A difusão da ideia de que haverá uma nova votação com a substituição dos candidatos caso os votos nulos sejam maiores do que 50% do total de votos se baseia no artigo 224 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), é inverídica. O voto nulo é um pleno direito do cidadão e, quer seja feito de forma equivocada ou de maneira consciente, como forma de protesto ou como forma de não concordância com as ideias dos candidatos, deve ser exercido da melhor maneira possível.

 

Dados da última pesquisa Ibope, realizada entre os dias 18 e 21 de julho, mostravam que 16% dos entrevistados anulariam seu voto. Já a pesquisa do Datafolha apontou 13% de eleitores que votariam nulo. O que isso significa? Para a eleição de um candidato, significa que quanto mais votos nulos e brancos tiver, menos será o coeficiente que ele terá que ter para ser eleito. Colocando na ponta do lápis temos o seguinte: se o universo de votos válidos é de 100 pessoas, o candidato precisa de 51 votos para ser eleito. Já se 10 pessoas votarem nulo ou branco, o número de votos válidos será de 90 eleitores e o candidato precisará somente de 46 votos para ser eleito.

 

De acordo com estes dados, quanto maior o número de votos inválidos (nulos e brancos), menor será o coeficiente para que o candidato seja eleito. Portanto, em outubro, quando escolheremos nossos representantes na Câmara Federal, na Assembleia Legislativa, no Senado e na condução de nosso Estado e de nosso país, é importante conhecer a trajetória e as propostas dos candidatos para que possamos saber escolher aquelas pessoas que podem fazer a diferença para nossa vida, colaborar com a construção de novas ideias e cobrar resultados efetivos da atuação. Você é quem elege o político e você também tem o direito de participar de seu dia a dia.